Ações do governo estancaram alta dos combustíveis, diz Silveira
Ministro de Minas e Energia disse que aumento dos preços foi interrompido e já há sinais de redução em alguns estados
247 - A atuação do governo federal já freou a alta dos combustíveis no Brasil após a instabilidade causada pela guerra no Oriente Médio, segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. O movimento de elevação dos preços foi interrompido e já há sinais de redução em algumas regiões, impulsionados por medidas como a Medida Provisória 1.349/2026, além do reforço na fiscalização e na coordenação entre órgãos federais.
As declarações foram feitas por Silveira nesta terça-feira (14), com base em dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e na avaliação do Ministério de Minas e Energia (MME). Segundo o ministro, os indicadores mostram que as ações começam a surtir efeito no mercado interno.
Dados indicam estabilidade e início de queda
Levantamento da ANP aponta que os preços médios nacionais do diesel S10 e da gasolina permaneceram estáveis nas duas últimas semanas, interrompendo a trajetória de alta. Em alguns estados, os valores já começaram a recuar. Para o MME, esse comportamento demonstra que as medidas adotadas contribuem para neutralizar os impactos do cenário internacional sobre os preços internos.
“As ações de fiscalização, as novas regras que foram criadas e o próprio anúncio das subvenções que estão em fase de implementação já estão conseguindo frear o aumento dos preços dos combustíveis no país. A liberdade de preços não é liberdade de abusos. E agentes econômicos não podem aumentar abusivamente seus lucros se aproveitando de um programa custeado com recursos públicos”, afirmou o ministro Alexandre Silveira.
Governo descarta risco de desabastecimento
Durante coletiva no ministério, com a presença do ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, e do ministro substituto da Fazenda, Rogério Ceron, Silveira afirmou que a oferta de diesel está acima da demanda prevista para os próximos meses. Segundo ele, o volume disponível para abril e maio supera em cerca de 25% a demanda projetada, afastando qualquer risco de desabastecimento.
Redução já aparece em diferentes estados
No caso do diesel S10, houve queda em pelo menos 11 estados, com destaque para Acre, com redução de 14 centavos, Rio Grande do Sul, com 11 centavos, Bahia, com 9 centavos, e Tocantins, com 7 centavos.
A gasolina também apresentou recuo em estados como Goiás, com queda de 9 centavos, Bahia, com 8 centavos, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Rio Grande do Norte, todos com redução de 4 centavos.
A avaliação do governo federal é de que a tendência de queda deve se intensificar nas próximas semanas, inclusive nos estados onde os preços ainda não recuaram. A expectativa é consolidar um novo patamar de preços com maior estabilidade e proteção ao consumidor diante das oscilações internacionais.


