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Dólar recua a R$ 4,95 após Irã reabrir Estreito de Ormuz

Abertura do Estreito de Ormuz reduz tensão e pressiona moeda dos EUA frente ao real

Um funcionário segura notas de dólar americano em uma casa de câmbio em Jacarta, Indonésia, em 9 de abril de 2025 (Foto: Willy Kurniawan/Reuters)

247 - O dólar opera em queda nesta sexta-feira (17), sendo negociado abaixo de R$ 5 após o governo do Irã anunciar que o Estreito de Ormuz está completamente aberto ao tráfego comercial, reduzindo tensões geopolíticas e impactando o mercado cambial global. 

O movimento acompanha a desvalorização da moeda norte-americana frente a outras divisas no exterior, em meio ao alívio nos mercados após sinais de possível encerramento do conflito envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel.

Por volta das 10h02, o dólar à vista registrava queda de 0,74%, sendo vendido a R$ 4,956. Já os contratos futuros com vencimento em maio, negociados na B3, recuavam 0,89%, cotados a R$ 4,962. No dia anterior, a moeda havia encerrado praticamente estável, com leve alta de 0,01%, a R$ 4,9934.

O cenário externo tem sido determinante para o comportamento da moeda. A abertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo, sinaliza redução no risco de interrupção do fornecimento global de energia, fator que vinha pressionando preços e aumentando a aversão ao risco entre investidores.

Além disso, o mercado reage positivamente ao cessar-fogo de 10 dias firmado entre Israel e Líbano, que entrou em vigor na quinta-feira (16). O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que há possibilidade de novas negociações com o Irã ainda neste fim de semana e demonstrou confiança em um acordo para encerrar o conflito. Ele também fez um apelo para que o grupo Hezbollah interrompa ataques durante o período de trégua.

Com esse ambiente mais favorável, investidores têm reduzido posições consideradas seguras, como o dólar, o que contribui para a valorização de moedas de países emergentes, como o real.

No Brasil, a agenda econômica inclui atuação do Banco Central, que realiza leilão de 50 mil contratos de swap cambial tradicional para rolagem de vencimentos previstos para maio. A medida é parte da estratégia de gestão da liquidez no mercado cambial.

No campo político e econômico, autoridades brasileiras também seguem no radar dos investidores. O secretário do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, participa de compromissos em Washington, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cumpre agenda internacional em Barcelona.

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