Dólar sobe a R$ 5,11 após dado forte dos EUA
Criação de 172 mil vagas em maio reforça cautela sobre cortes de juros pelo Fed
247 - O dólar subiu a R$ 5,11 nesta sexta-feira (5), atingindo o maior valor intradiário em quase dois meses, após a divulgação de dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos acima das expectativas, com criação de 172 mil vagas em maio e reforço da cautela sobre cortes de juros pelo Federal Reserve, o banco central americano.
O avanço da moeda americana ocorreu depois de o relatório de emprego fora do setor agrícola mostrar desempenho bem superior ao previsto pelo mercado. A expectativa era de abertura de 88 mil postos, mas o resultado veio quase duas vezes maior, sinalizando que a economia dos Estados Unidos segue resistente mesmo em um ambiente de juros ainda elevados.
O desempenho de maio representou o avanço mais forte em três meses em mais de dois anos. Também houve revisão para cima dos números dos dois meses anteriores, o que fortaleceu a leitura de que o mercado de trabalho americano permanece aquecido.
A taxa de desemprego nos Estados Unidos ficou estável em 4,3%. Já o ganho médio por hora trabalhada avançou 0,3%, outro dado acompanhado de perto por investidores por seu impacto potencial sobre a inflação e sobre as decisões de política monetária.
Impacto sobre juros nos EUA
A reação do câmbio foi influenciada pela percepção de que o Federal Reserve terá menos espaço para cortar os juros no curto prazo. Quando a economia americana mostra força, especialmente no mercado de trabalho, aumenta a possibilidade de manutenção de taxas elevadas por mais tempo.
Dólar ganha força global
A decisão sobre os juros americanos tem impacto direto sobre o mercado financeiro internacional. Taxas mais altas nos Estados Unidos tendem a atrair parte relevante do capital global, uma vez que o país é visto como um dos destinos mais seguros para investimentos.
Com maior fluxo de recursos para ativos americanos, a oferta de dólares em outros mercados diminui, pressionando a cotação da moeda. Esse movimento também costuma afetar moedas emergentes, investimentos internacionais e ações de empresas de capital aberto.
Por volta das 10h, a plataforma FedWatch, que acompanha contratos usados pelo mercado para estimar os rumos dos juros nos Estados Unidos, apontava expectativa de que, em dezembro, o banco central americano elevasse os juros para a faixa entre 3,75% e 4%.



