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Dólar sobe a R$ 5,11 após dado forte dos EUA

Criação de 172 mil vagas em maio reforça cautela sobre cortes de juros pelo Fed

Pessoa conta notas de dólar americano em uma casa de câmbio em Jacarta, Indonésia, em 9 de abril de 2025. Foto tirada através de um vidro (Foto: Willy Kurniawan/Reuters)
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247 - O dólar subiu a R$ 5,11 nesta sexta-feira (5), atingindo o maior valor intradiário em quase dois meses, após a divulgação de dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos acima das expectativas, com criação de 172 mil vagas em maio e reforço da cautela sobre cortes de juros pelo Federal Reserve, o banco central americano.

O avanço da moeda americana ocorreu depois de o relatório de emprego fora do setor agrícola mostrar desempenho bem superior ao previsto pelo mercado. A expectativa era de abertura de 88 mil postos, mas o resultado veio quase duas vezes maior, sinalizando que a economia dos Estados Unidos segue resistente mesmo em um ambiente de juros ainda elevados.

O desempenho de maio representou o avanço mais forte em três meses em mais de dois anos. Também houve revisão para cima dos números dos dois meses anteriores, o que fortaleceu a leitura de que o mercado de trabalho americano permanece aquecido.

A taxa de desemprego nos Estados Unidos ficou estável em 4,3%. Já o ganho médio por hora trabalhada avançou 0,3%, outro dado acompanhado de perto por investidores por seu impacto potencial sobre a inflação e sobre as decisões de política monetária.

Impacto sobre juros nos EUA

A reação do câmbio foi influenciada pela percepção de que o Federal Reserve terá menos espaço para cortar os juros no curto prazo. Quando a economia americana mostra força, especialmente no mercado de trabalho, aumenta a possibilidade de manutenção de taxas elevadas por mais tempo.

Dólar ganha força global

A decisão sobre os juros americanos tem impacto direto sobre o mercado financeiro internacional. Taxas mais altas nos Estados Unidos tendem a atrair parte relevante do capital global, uma vez que o país é visto como um dos destinos mais seguros para investimentos.

Com maior fluxo de recursos para ativos americanos, a oferta de dólares em outros mercados diminui, pressionando a cotação da moeda. Esse movimento também costuma afetar moedas emergentes, investimentos internacionais e ações de empresas de capital aberto.

Por volta das 10h, a plataforma FedWatch, que acompanha contratos usados pelo mercado para estimar os rumos dos juros nos Estados Unidos, apontava expectativa de que, em dezembro, o banco central americano elevasse os juros para a faixa entre 3,75% e 4%.

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