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FGC fecha 2025 com patrimônio elevado, mas com déficit de R$ 17,1 bi deixado pelo Banco Master

Fundo garantidor registra patrimônio elevado, mas déficit após cobrir perdas de bancos liquidados

Moedas de reais (Foto: Reuters/Bruno Domingos)

247 - O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) encerrou 2025 com patrimônio elevado, mas registrou um déficit bilionário após assumir perdas decorrentes da liquidação de instituições financeiras, com destaque para o caso do Banco Master e seu conglomerado.

De acordo com a coluna da jornalista Míriam Leitão, de O Globo, o relatório anual do próprio fundo aponta que o impacto total dessas liquidações chegou a cerca de R$ 57,4 bilhões, refletindo principalmente o pagamento de garantias a credores afetados pela crise bancária.

Impacto das liquidações no sistema financeiro

As liquidações extrajudiciais do Banco Master, Master de Investimentos e Letsbank representaram a maior parte dos desembolsos do FGC. Segundo o relatório, aproximadamente R$ 41 bilhões foram destinados ao pagamento de garantias a quase 800 mil credores dessas instituições.

Outros episódios ampliaram a pressão sobre o fundo. A liquidação da Will Financeira, em janeiro, e do Banco Pleno, em fevereiro, adicionaram provisões de cerca de R$ 11,2 bilhões ao montante total de compromissos assumidos.

Somando todas as operações, o FGC já devolveu aproximadamente R$ 49 bilhões a 870 mil credores, o que corresponde a cerca de 94,5% dos beneficiários atingidos pelas quebras bancárias.

Medidas para preservar liquidez

Para mitigar os efeitos da crise no caixa, o fundo adotou medidas extraordinárias. Em março de 2026, antecipou cerca de R$ 32 bilhões em contribuições das instituições financeiras associadas, valores que originalmente seriam pagos ao longo de cinco anos.

Com essa estratégia, o FGC conseguiu reforçar sua posição financeira. Em março, o patrimônio líquido atingiu R$ 118,5 bilhões, enquanto a liquidez ficou em R$ 110,9 bilhões.

Resultado final de 2025

Apesar da solidez patrimonial, o impacto das liquidações levou o fundo a encerrar o ano com déficit de R$ 17,1 bilhões. O patrimônio líquido totalizou R$ 123,2 bilhões ao fim de 2025, enquanto a liquidez ficou em R$ 123,4 bilhões.

O resultado evidencia o peso das operações de garantia em momentos de crise no sistema financeiro, destacando o papel do FGC na proteção de depositantes e investidores diante de colapsos bancários.

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