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Governo anuncia pacote de investimentos de R$ 41,7 bi para indústria naval

Pacote inclui 890 projetos e deve gerar mais de 180 mil empregos no país

Navios no Porto de Santos 01/05/2024 REUTERS/Amanda Perobelli (Foto: Amanda Perobelli)

247 - O governo federal anunciou um pacote de investimentos de R$ 41,7 bilhões voltado à indústria naval e à infraestrutura portuária, com previsão de gerar mais de 180 mil empregos diretos em todo o país. A iniciativa reúne 890 projetos e busca fortalecer a logística e a competitividade da economia brasileira.A carteira de projetos foi apresentada nesta terça-feira (24), em Brasília, pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho,. O plano integra o Fundo da Marinha Mercante (FMM) e contempla obras distribuídas em todas as regiões do Brasil.

Expansão da indústria naval e geração de empregos

Entre os projetos previstos, estão a construção de 612 embarcações, 115 serviços de reparo e docagem e 141 modernizações. Também estão incluídas a implantação de seis estaleiros, além de 13 projetos portuários e três terminais de transbordo. Ao todo, 62 empresas e 32 estaleiros serão beneficiados.

O ministro destacou o crescimento do setor nos últimos anos. “Os números mostram a força dessa política pública. Saímos de R$ 22,8 bilhões em projetos aprovados para mais de R$ 87 bilhões no ciclo atual, além de um crescimento expressivo nas contratações. Isso se traduz em mais emprego, mais competitividade e no fortalecimento da indústria naval brasileira”, afirmou.

O impacto no mercado de trabalho já é perceptível. Após um período de baixa atividade, quando o setor contava com cerca de 12 mil trabalhadores, a indústria naval voltou a crescer e atualmente soma mais de 55 mil empregos diretos no país.

Investimentos distribuídos pelo país

Os recursos serão aplicados em todas as regiões brasileiras. O Sul receberá R$ 14,1 bilhões, seguido pelo Nordeste, com R$ 11,9 bilhões. O Sudeste contará com R$ 10,4 bilhões, enquanto o Norte terá R$ 5,3 bilhões.

Entre os principais projetos, destacam-se o da Bram Offshore, em Santa Catarina, avaliado em R$ 2,6 bilhões, e o da Wilson Sons, no Sudeste, com investimento de R$ 1,1 bilhão. No Nordeste, o projeto da DOF Subsea, na Bahia, prevê R$ 2,8 bilhões e a geração de 1.460 empregos. Já no Norte, a Plataforma Logística do Amapá receberá R$ 1,5 bilhão.

Crescimento do Fundo da Marinha Mercante

O volume de investimentos aprovados pelo Fundo da Marinha Mercante apresentou forte expansão. Entre 2019 e 2022, foram R$ 22,8 bilhões. No ciclo atual, de 2023 a 2026, o montante saltou para R$ 87,7 bilhões. A carteira contratada também cresceu, passando de R$ 1,6 bilhão para R$ 14,2 bilhões, com destaque para 2025 como o ano de maior execução financeira.

O secretário-executivo do Ministério de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, ressaltou a relevância do setor para o país. “Temos um setor com grande potencial para contribuir com a logística brasileira. O volume de contratações do Fundo da Marinha Mercante aumenta a eficiência e a competitividade do país, além de gerar emprego e renda para a população”, declarou.

Hidrovias ganham destaque na logística

A ampliação dos investimentos também fortalece a navegação interior, especialmente em regiões onde os rios são fundamentais para o transporte. O secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier, destacou a importância dessa estratégia.

“Esse avanço também impacta diretamente as hidrovias, com mais investimentos em embarcações e infraestrutura que garantem maior segurança da navegação e regularidade no transporte. Em muitas regiões, especialmente no Norte, os rios são as verdadeiras estradas da população”, afirmou.

Debate sobre transporte hidroviário

Como parte da agenda, o Ministério de Portos e Aeroportos promoveu o evento “Café Hidroviário”, reunindo representantes do setor público e privado. O encontro discutiu caminhos para ampliar o uso das hidrovias como alternativa logística mais eficiente e sustentável.

Durante o evento, foram debatidos desafios e oportunidades para modernizar a frota, melhorar a infraestrutura e ampliar o transporte de passageiros, especialmente em regiões onde as hidrovias são essenciais para a mobilidade da população.

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