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'Importante e positivo', diz Durigan sobre reabertura do Estreito de Ormuz

Retomada do tráfego naval na região do Oriente Médio reduz tensões, mas mercado segue atento à volatilidade do petróleo

Secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan (Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)

247 - A reabertura do Estreito de Ormuz trouxe alívio ao mercado global de petróleo nesta sexta-feira (17), ao reduzir tensões sobre o abastecimento internacional e impactar diretamente as expectativas econômicas. A retomada do tráfego na rota, responsável por cerca de 20% do fluxo mundial da commodity, ocorre após dias de instabilidade que pressionaram os preços do Brent.

De acordo com o Metrópoles, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, classificou o movimento como “importante” e ressaltou o peso estratégico da região para o equilíbrio do mercado global de energia. “Por mais que se faça um anúncio de cessar-fogo, que é importante, é positivo, todo mundo apoiou, a questão é o quanto a gente tem condições de caminhar para um acordo que seja mais definitivo e que estabilize as expectativas de um ponto de vista crível”, disse Durigan.  

Importância estratégica para o petróleo

O Estreito de Ormuz é considerado uma das principais vias marítimas do mundo para o transporte de petróleo e derivados. Qualquer interrupção no local tem potencial de gerar efeitos imediatos nos preços internacionais e na inflação de diversos países.

Ao comentar o cenário, Durigan destacou que a reabertura representa um avanço, mas ainda insuficiente para garantir estabilidade plena. “Há desafios para se fechar um acordo crível à comunidade internacional e principalmente ao mercado, por conta da oscilação do valor do Brent”, afirmou.

Desafios nas negociações internacionais

O ministro explicou que as tratativas envolvem múltiplos atores, incluindo Estados Unidos, Israel, Irã e países do Golfo Pérsico, o que amplia a complexidade de um acordo duradouro. Segundo ele, a falta de consenso dificulta a construção de um ambiente previsível para investidores e governos. 

Durigan, que participa das reuniões de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI), nos Estados Unidos, ressaltou que a pauta tem sido recorrente em encontros com representantes internacionais. A ausência de garantias mais robustas mantém o mercado cauteloso, especialmente diante da influência do petróleo sobre cadeias produtivas e índices inflacionários.

Mercado segue atento ao cenário global

Apesar do alívio inicial com a retomada do fluxo em Ormuz, analistas avaliam que o comportamento do mercado continuará condicionado ao avanço das negociações diplomáticas. Sem um acordo consistente, a volatilidade do petróleo tende a permanecer como um fator de risco para a economia global.

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