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Lula manda Durigan mapear riscos ao Brasil após EUA classificarem PCC e CV como terroristas

Ministério da Fazenda reúne empresários e especialistas para avaliar consequências econômicas

Dario Durigan, secretário executivo do Ministério da Fazenda.  (Foto: José Cruz/Agência Brasil)
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247 - A decisão do governo dos Estados Unidos de classificar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas levou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a mobilizar a equipe econômica para avaliar os possíveis impactos da medida sobre o Brasil.

Segundo a a coluna da jornalista Larissa Rodrigues, da CNN Brasil, Lula encarregou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, de coordenar um amplo levantamento dos eventuais prejuízos que a decisão estadunidense poderá provocar na economia brasileira. Desde o anúncio da medida, na última quinta-feira (30), técnicos da Fazenda vêm realizando reuniões diárias com empresários, especialistas e representantes do setor produtivo.

Impactos econômicos entram no radar do governo

A principal missão da equipe econômica é reunir dados e elaborar análises que permitam mensurar os efeitos da decisão dos Estados Unidos sobre diferentes segmentos da economia nacional. O material deverá subsidiar futuras conversas entre representantes brasileiros e integrantes do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Nesta segunda-feira (1), Lula se reuniu com Dario Durigan e secretários do Ministério da Fazenda para discutir o andamento dos estudos. O presidente tem solicitado informações técnicas detalhadas para embasar a posição do governo brasileiro diante da medida adotada por Washington.

Durigan assume linha de frente

Além de coordenar o trabalho técnico, Durigan passou a ser o principal porta-voz do governo sobre o tema. O ministro tem concedido entrevistas e respondido a questionamentos relacionados aos possíveis efeitos da classificação do PCC e do Comando Vermelho como grupos terroristas.

De acordo com fontes do Palácio do Planalto, a orientação interna é reforçar, nas discussões governamentais, os riscos que a medida estadunidense  poderia representar para o Pix, sistema de pagamentos instantâneos amplamente utilizado pelos brasileiros.

Pix vira foco da comunicação do governo

Integrantes da equipe de comunicação do governo avaliam que o tema envolve questões técnicas complexas e, por isso, necessita ser apresentado de forma mais acessível à população. Nesse contexto, os possíveis reflexos sobre o Pix passaram a ser considerados um elemento capaz de traduzir os impactos da decisão para o cotidiano dos brasileiros.

A avaliação interna é que a discussão sobre o sistema de pagamentos pode facilitar a compreensão pública dos efeitos indiretos da medida anunciada pelos Estados Unidos.

Diálogo com a Casa Branca

Nos próximos dias, Dario Durigan deverá iniciar conversas remotas com representantes da Casa Branca para apresentar a visão do governo brasileiro e discutir eventuais consequências da decisão dos EUA. Até o momento, não há previsão de uma viagem do ministro a Washington. A prioridade do governo é concluir o levantamento técnico e reunir informações que possam sustentar futuras negociações com autoridades dos Estados Unidos.

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