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Humilhado pelo fiasco no Irã, Trump diz que seus críticos “não são MAGA”

Presidente dos Estados Unidos tem sido cada vez mais criticado pelo conflito desastroso que apoiou no Oriente Médio

Donald Trump (Foto: Molly Riley/Casa Branca)

247 – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que críticos da guerra contra o Irã dentro do próprio campo conservador “não são MAGA”, aprofundando as divisões no Partido Republicano sobre política externa e o envolvimento militar norte-americano no Oriente Médio.

A informação foi publicada pelo jornal israelense Haaretz, que relatou a intervenção de Trump em um debate cada vez mais intenso dentro da direita norte-americana sobre o conflito com o Irã e o apoio dos Estados Unidos a Israel.

Em uma longa publicação na rede Truth Social, Trump saiu em defesa do comentarista conservador Mark Levin, apresentador da Fox News e defensor de uma linha dura contra o governo iraniano. Ao mesmo tempo, atacou figuras da própria direita que se opõem a uma maior participação militar dos Estados Unidos na região.

Na mensagem, o presidente descreveu Levin como alvo de ataques injustos dentro do campo conservador. “Mark Levin, um verdadeiro Grande Patriota Americano, está um pouco sob ataque de outras pessoas com muito menos Intelecto, Capacidade e Amor por nosso País”, escreveu.

Trump também afirmou que os ataques ao comentarista seriam motivados por ressentimento e inveja. “Quando você ouvir outros atacarem injustamente Mark, lembre-se de que são seres humanos invejosos e irritados”, declarou. Segundo ele, agora que sua posição se tornou clara, a influência dos críticos deve diminuir. “Agora que eles sabem onde eu estou, sua influência sobre o público diminuirá rapidamente.”

O presidente acrescentou ainda que os adversários do comentarista perderão relevância no debate político. “Aqueles que falam mal de Mark rapidamente cairão pelo caminho, como acontece com pessoas cujas ideias, políticas e fundamentos não são sólidos.”

Disputa dentro da direita americana

As declarações ocorrem em meio a uma disputa cada vez mais visível entre correntes da direita norte-americana sobre o papel dos Estados Unidos no Oriente Médio.

De um lado estão comentaristas e aliados políticos que defendem uma postura mais agressiva contra o Irã e apoiam a estratégia de confronto com Teerã. De outro, uma ala ligada ao movimento America First tem defendido uma política externa mais isolacionista, criticando o envolvimento militar prolongado dos Estados Unidos na região.

Essa divisão ganhou força após influenciadores e comentaristas conservadores passarem a questionar publicamente a guerra com o Irã e a política de apoio irrestrito a Israel, desencadeando confrontos dentro da própria direita norte-americana.

Trump redefine os limites do movimento MAGA

Na mesma publicação, Trump procurou estabelecer quem, em sua avaliação, faz parte do movimento Make America Great Again (MAGA). Para o presidente, aqueles que criticam sua posição sobre o Irã não podem ser considerados integrantes do movimento.

“Aqueles que se opõem a mim em relação ao Irã NÃO SÃO MAGA, EU SOU”, escreveu.

Trump também afirmou que impedir o Irã de desenvolver armas nucleares é um elemento central de sua agenda política e da identidade do movimento que lidera. “Impedir o Irã de obter uma arma nuclear é fundamental para o movimento MAGA.”

Ele acrescentou ainda que sua administração estaria bloqueando essa possibilidade. “Estamos impedindo isso completamente.”

Guerra no Irã aprofunda divisões nos Estados Unidos

O debate em torno do conflito no Oriente Médio passou a provocar fissuras relevantes dentro da direita norte-americana, expondo diferenças estratégicas sobre o papel global dos Estados Unidos.

Enquanto setores mais intervencionistas defendem uma postura militar agressiva contra o Irã, grupos ligados ao nacionalismo econômico e ao isolacionismo criticam o que consideram ser mais uma guerra custosa no exterior.

As declarações de Trump indicam que o conflito no Irã se tornou também um tema central na disputa política dentro do Partido Republicano, com impactos diretos na definição do que significa, na prática, integrar o movimento MAGA.

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