Rússia classifica agressões militares de EUA e Israel ao Irã como "traiçoeiras e injustificadas"
Ministério das Relações Exteriores russo afirmou que as ações deram início a "ciclo de violência sem precedentes" no Oriente Médio
247 - O Ministério das Relações Exteriores da Rússia condenou as agressões militares realizadas por Estados Unidos e Israel contra o Irã, classificando-as como "traiçoeiras e injustificadas" e afirmando que as ações deram início a um "ciclo de violência sem precedentes" na região. Segundo a chancelaria russa, os ataques mergulharam o Oriente Médio em um cenário de "caos e incerteza", atingindo inclusive áreas antes consideradas estáveis e prósperas. As informações são da RT Brasil.
Moscou afirmou que os ataques resultaram em centenas ou milhares de vítimas, além de danos significativos à infraestrutura civil. Em comunicado, o governo russo declarou que os ataques retaliatórios iranianos também afetaram países vizinhos e que a navegação pelo estreito de Ormuz, considerado estratégico para a economia global, está paralisada. A Rússia ressaltou a necessidade de interromper as ofensivas contra alvos civis.
A diplomacia russa pediu que as partes envolvidas "encerrem imediatamente as hostilidades" e reiterou que permanece disposta a contribuir para uma solução duradoura e sustentável do conflito, levando em conta as capacidades da Federação da Rússia.
Contexto do conflito
Estados Unidos e Israel realizaram uma agressão conjunta contra o Irã em 28 de fevereiro, com explosões registradas em diferentes áreas de Teerã e relatos de impactos de mísseis. Em resposta, o Irã lançou ondas de mísseis balísticos contra Israel e contra bases estadunidenses localizadas em países do Oriente Médio. Até o momento, o número de mortes no território iraniano ultrapassa 1.400 pessoas, segundo os dados apresentados.
As forças armadas estadunidenses divulgaram relatório informando que "mais de 5 mil alvos" teriam sido atingidos, incluindo "mais de 50" navios iranianos danificados ou destruídos. Já as forças armadas do Irã relataram mais de 40 ondas de ataques em retaliação. Diversos países condenaram a ofensiva contra o Irã.
Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, classificaram os ataques como "inaceitáveis" durante as negociações em curso entre Washington e Teerã. O novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, segundo filho do aiatolá Ali Khamenei, assassinado pelos EUA e Israel, foi anunciado em 8 de março e fez um pronunciamento prometendo vingança por cada morte registrada no conflito.


