Sem alcançar objetivos, Trump diz que avalia encerrar agressão militar contra o Irã
Presidente dos EUA disse estar ganhando a guerra, descartou possibilidade de um cessar-fogo e cobrou atuação internacional no Estreito de Ormuz
247 - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta sexta-feira (20) que o governo avalia encerrar as operações militares contra o Irã, mesmo com a continuidade de ataques aéreos na região. A sinalização ocorre em meio ao agravamento das tensões no Oriente Médio e à tentativa de reabrir o Estreito de Ormuz, destaca o jornal O Globo citando agências internacionais. De acordo com a reportagem, Trump também descartou a possibilidade de um cessar-fogo, afirmando que os objetivos militares já teriam sido atingidos.
Em publicação na rede Truth Social, o presidente afirmou que: “estamos muito perto de atingir nossos objetivos militares, enquanto consideramos encerrar nossos grandes esforços no Oriente Médio em relação ao regime terrorista do Irã”. Ele acrescentou que a segurança da rota marítima deve ser assumida por outros países: “o Estreito de Ormuz terá de ser vigiado e policiado, conforme necessário, por outras nações que o utilizam — os Estados Unidos não o fazem!”.
Trump rejeita cessar-fogo e fala em vitória
Durante conversa com jornalistas na Casa Branca, Trump reforçou sua posição contrária a qualquer trégua. “Não quero um cessar-fogo”, declarou. Em seguida, justificou: “Sabe, você não faz um cessar-fogo quando está literalmente aniquilando o outro lado”.
O presidente também destacou o objetivo de vitória no conflito. “Estamos os atingindo com muita força. Não acho que seja possível sofrer golpes mais duros”, afirmou ao comentar os ataques contra o Irã.
Estreito de Ormuz no centro da crise
O Estreito de Ormuz, por onde passa uma parcela significativa do petróleo mundial, tornou-se o principal foco estratégico da operação militar. As forças americanas buscam neutralizar a capacidade do Irã de bloquear a passagem, utilizando ações contra minas, mísseis e drones.
A instabilidade na região já provoca impactos globais. O preço do petróleo atingiu cerca de US$ 112 por barril, acumulando alta superior a 50% desde o início do conflito. No mercado financeiro, o índice S&P 500 registrou queda de aproximadamente 1,5%, ampliando uma sequência de perdas.
Sinais contraditórios e possível escalada
Apesar de indicar um possível encerramento das operações, Trump tem apresentado discursos divergentes sobre a duração da guerra. Em alguns momentos, sugere um desfecho próximo; em outros, aponta que não há pressa para concluir a ofensiva.
Ao mesmo tempo, há movimentações que indicam possível ampliação do conflito. Segundo a imprensa americana, os Estados Unidos devem enviar reforços militares ao Oriente Médio, incluindo fuzileiros navais. Já havia sido anunciado o deslocamento de três navios e cerca de 2.500 militares vindos do Japão.
Relatos também indicam que o Pentágono pretende solicitar mais de US$ 200 bilhões ao Congresso para financiar a guerra. Além disso, autoridades avaliam a possibilidade de tomar a Ilha de Khark, responsável por grande parte das exportações de petróleo iraniano.
Críticas a aliados e pressão internacional
Trump também criticou aliados da Otan por não participarem diretamente da operação militar. Em uma postagem nas redes sociais, escreveu: “COVARDES, e nós nos LEMBRAREMOS!”.
Apesar das críticas, o presidente estadunidense apresentou posições distintas sobre a necessidade de apoio internacional. Enquanto anteriormente afirmou que os Estados Unidos não dependiam de ajuda externa, nesta sexta-feira (20) reconheceu que “é preciso muita ajuda, no sentido de que é preciso navios, é preciso volume”.


