Embraer descarta impacto direto da guerra e vê demanda firme por jatos E2
CEO Francisco Gomes Neto afirma que fabricante não registrou adiamento de entregas nem queda de interesse por aeronaves
247 - A Embraer não identificou, até o momento, impactos diretos da guerra sobre seus negócios, apesar do aumento dos custos no setor aéreo provocado pela disparada do petróleo, afirmou o CEO da companhia, Francisco Gomes Neto, segundo informações do Broadcast.
Durante teleconferência de resultados, o executivo disse que a fabricante brasileira segue acompanhando os efeitos do cenário internacional sobre as companhias aéreas, especialmente em relação a planos de expansão e renovação de frotas. Ainda assim, segundo ele, não houve sinal de retração nas negociações conduzidas pela empresa.
“Não identificamos nenhuma queda de interesse em nossas campanhas de vendas ou qualquer movimento para adiar entregas”, afirmou Gomes Neto.
A alta do petróleo tende a pressionar os custos operacionais das companhias aéreas, já que o combustível representa uma parcela relevante das despesas do setor. Nesse contexto, o CEO avaliou que a Embraer está bem posicionada, sobretudo com a família de aeronaves E2, voltada ao segmento de jatos de pequeno porte e corredor único.
“Temos a aeronave mais eficiente no segmento de pequeno porte e corredor único e observamos cada vez mais interesse nesse produto”, declarou.
De acordo com Gomes Neto, a eficiência do modelo E2 pode reforçar a atratividade da Embraer em um momento em que empresas aéreas buscam reduzir gastos e melhorar o desempenho operacional de suas frotas. O executivo afirmou ainda que a fabricante mantém uma avaliação positiva, embora prudente, sobre as novas campanhas comerciais.


