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Alcolumbre e Messias têm reunião reservada antes de sabatina para o STF

Encontro foi articulado por aliados e contou a participação de Rodrigo Pacheco, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes

Jorge Messias, Lula e Davi Alcolumbre (Foto: Ricardo Stuckert/PR | Carlos Moura/Agência Senado)

247 - A indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) ganhou um novo capítulo após uma reunião reservada com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), realizada em Brasília, revelou Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo. O encontro, articulado por interlocutores em comum, marca uma tentativa de reduzir tensões políticas e viabilizar a tramitação do nome no Congresso.

A reunião contou com a presença dos ministros do STF Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes, além do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG). A assessoria de Alcolumbre nega que o encontro tenha ocorrido.

Resistência e disputa política

Até então, Alcolumbre vinha mantendo distância de Jorge Messias e resistia à indicação feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O desconforto teve origem na condução do processo, já que o presidente do Senado defendia o nome de Rodrigo Pacheco para a vaga no Supremo.

O senador mineiro, inclusive, contava com apoio de outros parlamentares e de integrantes da própria Corte. Lula chegou a discutir a possibilidade de indicar Pacheco, mas optou por Messias e anunciou a escolha sem avisar previamente Alcolumbre, o que gerou insatisfação.

Mudança de clima no Senado

Durante a conversa, Alcolumbre não assumiu compromisso de mobilizar apoio político para a aprovação de Messias, nem de orientar sua base a votar favoravelmente. No entanto, indicou que garantirá condições institucionais adequadas para o processo.

A sinalização inclui a condução de uma sabatina sem turbulências, prevista para ocorrer na quarta-feira (29), além de assegurar um ambiente político estável para a votação no plenário do Senado.

Sinalização de entendimento

Jorge Messias, por sua vez, classificou o impasse com Alcolumbre como resultado de "desencontros", indicando compreensão sobre os motivos que levaram à resistência inicial do senador.

Apesar do avanço no diálogo, o presidente do Senado ainda não liberou oficialmente seu grupo político para declarar apoio ao nome indicado por Lula, mantendo uma postura cautelosa diante do processo.

A reunião reservada, no entanto, é vista nos bastidores como um passo importante para destravar a indicação e reduzir o desgaste político em torno da escolha para o STF.

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