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Defesa de Bolsonaro pede a Moraes para conceder prisão domiciliar

O advogado Paulo Cunha Bueno destacou que foi constatado o "agravamento do quadro médico” do ex-mandatário, condenado a 27 anos de prisão na trama golpista

Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução / Instagram)

247 - A defesa de Jair Bolsonaro (PL) informou nesta quarta-feira (31) que protocolou no Judiciário um “novo pedido de prisão domiciliar, considerando, a um só tempo, a atualização e agravamento do quadro médico”.

De acordo com o advogado Paulo Cunha Bueno, o pedido feito pela defesa é consequência de “intervenções cirúrgicas a que Bolsonaro foi submetido nos últimos dias” e foi anunciado “diante do novo quadro de saúde diagnosticado pela equipe médica — enfatizando os riscos de agravamento do estado atual em razão da falta de cuidados adequados”.

“Aguardamos que, diante desse estado de coisas, ao Presidente Bolsonaro seja garantida a permanência em sua residência, sob os cuidados que, evidentemente, não lho poderiam ser dispensados nas dependências da Polícia Federal”, acrescentou o defensor, que reproduziu um trecho do relatório médico, subscrito pelos Drs. Claudio Birolini e Leandro Echenique, verbis:

“Considerando a idade do paciente e as comorbidades conhecidas e documentadas, salientamos que a não adoção das medidas relacionadas ou o agravamento das condições clínicas descritas, poderá causar o risco de incidência de sérias complicações, incluindo pneumonia broncoaspirativa e insuficiência respiratória, acidente vascular cerebral, risco de queda com traumatismos múltiplos, especialmente traumatismo crânio encefálico, piora da insuficiência renal por desidratação ou hipertensão não controlada, crises hipertensivas, risco de declínio funcional e outras condições imprevisíveis, associadas às demais comorbidades relatadas.”

Plano golpista

O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Bolsonaro a 27 anos de prisão no inquérito da trama golpista. Foi a pena mais alta entre as 29 condenações à prisão nas ações penais da trama golpista. 

O ex-mandatário respondeu por cinco crimes - golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, deterioração de patrimônio tombado, e dano qualificado pela violência.

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