Dias Toffoli é alvo de 25 pedidos de impeachment no Senado
Dos requerimentos ainda registrados no sistema da Casa Legislativa com menção ao ministro, dez solicitações seguem em tramitação ou aguardam manifestação
247 - O Senado acumula 25 pedidos de impeachment apresentados contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, segundo informações divulgadas pelo Portal Metrópoles nesta sexta-feira (13). Entre as solicitações protocoladas, três mencionam o caso envolvendo o Banco Master como fundamento para a abertura do processo.
Dos requerimentos ainda registrados no sistema do Senado que fazem menção ao ministro, 16 já foram indeferidos. Considerando o pedido mais recente apresentado pelo Partido Novo, dez solicitações seguem em tramitação ou aguardam manifestação da Advocacia da Casa. O total não inclui o pedido anunciado na quinta-feira (12) pelo Partido Novo.
O levantamento foi publicado no contexto das investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF), que informou ao STF ter identificado mensagens com referências ao nome de Dias Toffoli durante a análise de dados extraídos de dispositivos eletrônicos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A possibilidade de impeachment de ministros do Supremo está prevista em legislação desde 1950. Embora o mecanismo exista formalmente, nunca foi aplicado contra integrantes da Corte. O procedimento guarda semelhanças com o rito adotado nos casos que envolvem o presidente da República.
Enquanto denúncias contra o chefe do Executivo dependem de decisão do presidente da Câmara dos Deputados para serem admitidas ou rejeitadas, no caso de ministros do STF essa atribuição cabe ao presidente do Senado. Atualmente, o cargo é ocupado por Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Investigações
As movimentações políticas ocorrem paralelamente às investigações da Polícia Federal sobre um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e outras instituições. Segundo estimativa da corporação, as operações sob apuração podem ter alcançado movimentação de até R$ 17 bilhões.
No centro das discussões mais recentes está a participação societária de Dias Toffoli na empresa Maridt. A companhia realizou negociações com um fundo administrado pela Reag, que mantém ligação com o Banco Master. O ministro reconheceu ser sócio da empresa, mas negou ter realizado transações financeiras com Daniel Vorcaro.
O cenário mantém o debate político e jurídico em curso no Congresso Nacional, enquanto as investigações seguem sob responsabilidade das autoridades competentes.


