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Moraes ordena vigilância policial no quarto de Bolsonaro

Ministro do STF determina dois policiais na porta, proíbe celulares e visitas durante internação do ex-mandatário em Brasília

Brasília (DF) - 10/09/2025 - O ministro Alexandre de Moraes, na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), no quarto dia do julgamento dos réus do Núcleo 1 da trama golpista, formado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

247 - O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o quarto hospitalar onde Jair Bolsonaro(PL) está internado em Brasília permaneça sob vigilância permanente da Polícia Militar do Distrito Federal. A decisão, segundo O Globo, estabelece a presença contínua de pelo menos dois policiais na porta do local e proíbe a entrada de celulares, computadores ou qualquer outro dispositivo eletrônico. A medida integra a decisão judicial que autorizou a transferência de Bolsonaro para o Hospital DF Star, na capital federal, após o diagnóstico de pneumonia.

Moraes impõe vigilância policial no hospital

No despacho, Moraes ordenou que o núcleo de custódia do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal organize a segurança do ex-mandatário durante todo o período de internação. A determinação prevê vigilância permanente e a manutenção de equipes policiais de prontidão dentro e fora do hospital. O ministro estabeleceu que a fiscalização deve ser contínua e que a corporação deverá garantir o cumprimento das restrições impostas no ambiente hospitalar.

“Garantindo, ainda, a segurança e fiscalização 24 horas por dia, mantendo, no mínimo 2 policiais militares na porta do quarto do hospital, bem como as equipes que entender necessárias dentro e fora do hospital. Caberá também à Polícia assegurar o cumprimento da restrição à entrada de dispositivos eletrônicos na UTI”, destaca a decisão.

Proibição de celulares e suspensão de visitas

O despacho do ministro também determinou a suspensão de visitas previamente agendadas ao ex-presidente durante sua permanência no hospital. Além disso, foi reforçada a proibição da entrada de aparelhos eletrônicos no quarto hospitalar ou na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A Polícia Militar ficará responsável por controlar o acesso ao local e assegurar que as regras sejam cumpridas.

Bolsonaro foi internado após mal-estar

Bolsonaro foi levado ao hospital após apresentar mal-estar durante a madrugada, com febre, episódios de vômito e queda na saturação de oxigênio no sangue. Relatório médico do Hospital DF Star indicou diagnóstico de “broncopneumonia aguda de provável origem aspirativa”.

O senador Flávio Bolsonaro relatou o episódio nas redes sociais. “Acabo de receber a notícia de que meu pai está a caminho do hospital, mais uma vez”, escreveu. Segundo o parlamentar, o ex-mandatário que cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tramar um golpe de Estado - acordou com calafrios e apresentou crises intensas de vômito. Familiares também foram informados sobre a queda na oxigenação do sangue, o que levou à avaliação de que as instalações médicas da unidade onde ele estava inicialmente não seriam suficientes para o atendimento necessário.

Diante do quadro clínico, foi decidida a transferência para o Hospital DF Star, em Brasília, onde Bolsonaro permanece sob cuidados médicos.

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