CPMI do INSS pede que STF diga quem usou telefone institucional em conversas com Vorcaro
Comissão deu pra de dois dias úteis para o envio das informações
247 - A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) informações detalhadas sobre o uso de um número de telefone institucional identificado em mensagens com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O objetivo é esclarecer quem utilizava a linha no momento das comunicações. As informações são do jornal O Globo.
A identificação do número ocorreu após a quebra de sigilo telefônico. A vinculação da linha ao STF foi confirmada por meio de consulta às operadoras, realizada via Sistema de Investigação de Registros Telefônicos e Telemáticos (SITTEL).
Pedido formal e prazo ao Supremo
O ofício foi encaminhado ao diretor-geral do STF, responsável pela gestão administrativa da Corte. A CPI requisitou o histórico completo de uso da linha nos últimos cinco anos, com foco específico na data em que ocorreram as trocas de mensagens com Vorcaro. A comissão estabeleceu prazo de dois dias úteis para o envio das informações. A intenção é identificar quem estava de posse do aparelho no momento da comunicação.
Indícios de contato com a Corte
A confirmação de que o número pertence ao STF indica que houve interlocução com alguém ligado à instituição. No entanto, até o momento, não há elementos que permitam apontar diretamente o responsável pelo uso da linha.
O presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), destacou a cautela da investigação. “O relatório que recebemos confirma que o número é do STF. Isso indica que houve contato com alguém ligado à Corte, mas não posso afirmar que se tratava do ministro Alexandre de Moraes. Por isso, estamos oficiando o Supremo para saber quem utilizava o aparelho no momento da comunicação”
Conteúdo das mensagens analisadas
Entre os registros identificados, consta uma mensagem enviada às 17h22, na qual Alexandre de Moraes compartilhou a imagem de um bloco de notas com a pergunta: “Conseguiu bloquear?”. Outras conversas mencionam detalhes sobre a possibilidade de venda do Banco Master. Parte dos diálogos foi realizada por meio do recurso de visualização única do WhatsApp, o que dificulta a recuperação completa do conteúdo.
Investigação segue sem atribuições diretas
Apesar da relevância das informações, a CPI optou por não atribuir responsabilidades antes da confirmação oficial sobre o usuário da linha. O senador Carlos Viana não detalhou qual mensagem específica motivou o envio do ofício ao STF.
Em nota, a presidência da comissão afirmou que a medida busca “garantir celeridade, precisão técnica e a correta identificação do responsável pela linha telefônica no período analisado”. O comunicado também ressalta que os trabalhos seguem com “transparência, responsabilidade institucional e respeito às garantias legais”.


