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Toffoli diz a Fachin não ver impedimento nem suspeição para não continuar com relatoria do Caso Master

Posicionamento do ministro do STF foi feito após a PF encontrar citações em celular de dono do Banco Master

Dias Toffoli e Edson Fachin (Foto: Ton Molina/STF | Rosinei Coutinho/STF)

247 - O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), informou ao presidente da Corte, Edson Fachin, que não identifica impedimento ou suspeição que justifique seu afastamento da relatoria do caso envolvendo o Banco Master. A manifestação foi apresentada nesta quinta-feira (12), após a análise de conversas extraídas do celular de Daniel Vorcaro, proprietário da instituição financeira. A resposta apresentada por Toffoli será analisada pela presidência do Supremo.

Segundo a coluna da jornalista Camila Bomfim, do G1, Toffoli encaminhou resposta oficial a Fachin afirmando que não vê “impedimento nem suspeição” que demande sua saída do processo. O material analisado foi entregue ao presidente do STF na quarta-feira (11) pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues.

Resposta enviada ao presidente do STF

A Polícia Federal não solicitou a suspeição do ministro. Ainda assim, a permanência de Toffoli na condução do caso tem sido alvo de questionamentos após a divulgação de indícios de possível ligação entre o magistrado e partes investigadas. No mesmo encontro em que o material foi apresentado, Fachin trataria da resposta encaminhada por Toffoli sobre as menções ao seu nome nas mensagens obtidas pela investigação.

Relação empresarial e resort no Paraná

O ponto central das críticas envolve a empresa Maridt Participações, da qual Toffoli integra o quadro societário. A companhia realizou negócios com um fundo administrado pela empresa Reag, ligada ao Banco Master.

Segundo Toffoli, a Maridt Participações é uma empresa familiar administrada por seus irmãos. A relação entre a Maridt e a Reag tem como elemento principal o resort de luxo Tayayá, localizado em Ribeirão Claro, no Paraná. A empresa da família do ministro foi uma das proprietárias do empreendimento até fevereiro do ano passado.

Já se sabia que os irmãos de Toffoli atuavam como diretores da companhia. O ministro admitiu também ser sócio, explicando que seu nome não constava em registros públicos em razão da natureza jurídica da empresa, uma sociedade anônima de capital fechado.

Investigação e Operação Compliance Zero

O caso está inserido no contexto da segunda fase da Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema de fraudes financeiras no Banco Master. Entre os investigados está João Carlos Mansur, fundador e ex-executivo da Reag Investimentos.

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