Alexandre Silveira comemora leilão recorde de energia com economia de R$ 33 bilhões ao consumidor
Maior leilão de geração do Brasil contrata 19 GW em térmicas, hidrelétricas e gás natural para garantir segurança energética pelos próximos dez anos
247 - O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, comemorou nesta quarta-feira (18) o que classificou como um marco para o setor elétrico nacional. Conduzido por ele na sede da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência de 2026 (LRCAP) se tornou o maior certame de geração de energia já realizado no Brasil, com a contratação de 19 gigawatts (GW) de potência e uma economia estimada em R$ 33,6 bilhões para os consumidores ao longo do período de vigência dos contratos firmados.
De acordo com informações divulgadas pelo Ministério de Minas e Energia, o leilão reuniu empreendimentos novos e existentes de diferentes tecnologias — termelétricas movidas a gás natural e carvão mineral, além de projetos de ampliação de hidrelétricas. O certame foi resultado de um processo de planejamento conduzido ao longo da atual gestão, em articulação com os demais órgãos que integram a governança do setor elétrico brasileiro, com o objetivo de reforçar a segurança e a confiabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN).
Silveira: "Dia histórico para os próximos 10 anos"
O ministro não poupou entusiasmo ao avaliar os resultados do leilão. Para Silveira, o certame representa não apenas um recorde quantitativo, mas um passo estratégico para o planejamento energético de longo prazo do país. "Hoje é um dia histórico para o setor elétrico brasileiro e para os próximos 10 anos da segurança energética do Brasil. Nós fizemos o maior leilão de térmicas da história desse país. Um leilão que garante além de segurança energética, modicidade tarifária", afirmou o ministro.
Silveira também ressaltou que a iniciativa vai além da simples expansão da capacidade instalada, posicionando o Brasil de forma mais sólida diante dos desafios da transição energética global. Para ele, o avanço das fontes renováveis na matriz elétrica brasileira exige, em paralelo, uma infraestrutura capaz de sustentar essa transformação. "A transição energética não se faz apenas com mais renováveis, mas com um sistema capaz de sustentá-las ao longo do tempo", declarou.
Potência flexível como pilar da segurança energética
Um dos pontos centrais destacados pelo ministro foi a contratação de potência flexível — modalidade que permite ao sistema elétrico responder com agilidade às variações de demanda e compensar a intermitência característica das fontes renováveis, como solar e eólica. Para Silveira, esse componente é inegociável na construção de um sistema elétrico resiliente. "Não há transição energética sem segurança do suprimento elétrico. E não há segurança energética sem potência flexível", disse.
A declaração reflete uma visão que tem ganhado força no debate energético global: a de que a descarbonização da matriz elétrica não pode prescindir de fontes despacháveis, capazes de entrar em operação sob demanda e garantir o equilíbrio do sistema mesmo nos momentos de menor geração renovável.
R$ 33,6 bilhões em economia e 19 GW contratados
Os números do LRCAP 2026 falam por si. A contratação de 19 GW de potência representa um volume sem precedentes na história dos leilões de energia brasileiros, e a economia projetada de R$ 33,6 bilhões ao consumidor ao longo dos contratos firmados reforça o argumento do governo de que segurança energética e modicidade tarifária podem caminhar juntas.
O leilão também sinaliza uma aposta do governo federal na diversificação tecnológica da geração elétrica nacional, combinando fontes térmicas — necessárias para garantir firmeza ao sistema — com a expansão contínua das renováveis, num modelo que o ministério defende como o mais adequado para um país com a dimensão e a complexidade do Brasil.


