Queda do petróleo com fim da guerra no Oriente Médio pode encerrar subsídios no Brasil, diz Durigan
Governo aposta em queda da inflação após trégua entre Irã e Estados Unidos
247 - O governo federal avalia encerrar os subsídios concedidos ao setor de combustíveis caso se consolide o processo de pacificação entre Irã e Estados Unidos e os preços internacionais do petróleo continuem em trajetória de queda. A informação foi divulgada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, nesta terça-feira (17).
Segundo O Globo, a equipe econômica acompanha os desdobramentos do mercado internacional de energia para definir o momento mais adequado para retirar as medidas de apoio implementadas durante o período de maior instabilidade geopolítica no Oriente Médio.
Queda do petróleo pode aliviar inflação
Após participar de audiência conjunta das comissões de Agricultura e de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, Durigan afirmou que a expectativa do governo é que a recente trégua anunciada na região contribua para reduzir ainda mais os preços do petróleo e dos combustíveis.
“O preço do combustível tem caído no Brasil. Espero que agora, com esse cessar-fogo que foi recentemente anunciado, a gente siga com a diminuição do preço do petróleo, fazendo com que a inflação diminua com a redução do preço dos combustíveis”, declarou o ministro.
Questionado sobre a continuidade das subvenções, Durigan indicou que o cenário aponta para a retirada gradual dos incentivos. “Vamos monitorar, mas a tendência é acabar os subsídios”, afirmou.
Medidas foram adotadas durante crise no Oriente Médio
As medidas de apoio foram implementadas para reduzir os impactos da alta internacional do petróleo sobre a economia brasileira. O objetivo era evitar que o aumento dos preços da commodity fosse integralmente repassado ao mercado interno, pressionando os valores do diesel, da gasolina e de outros produtos sensíveis à inflação.
Fazenda demonstra preocupação com cenário fiscal
Durante a audiência na Câmara, Durigan também demonstrou preocupação com propostas que possam gerar aumento de gastos públicos. O ministro defendeu a preservação da estabilidade econômica e institucional, especialmente em um ano marcado por disputas eleitorais.
“Destaco aqui da audiência pública a necessidade e a importância da gente manter estabilidade num ano de eleições. É importante que a gente valorize essa nossa interlocução, porque não tem como a gente avançar de outra forma”, disse.
O ministro também informou que participaria de reuniões com integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) para discutir temas relacionados ao cenário econômico e fiscal do país.
A inflação segue entre as principais preocupações da equipe econômica. A avaliação do governo é que uma combinação de preços menores do petróleo e maior estabilidade internacional poderá contribuir para aliviar pressões inflacionárias e reduzir a necessidade de manutenção dos subsídios aos combustíveis.



