Marcelo Uchôa: "Lula não tem nada a ver com o caso Master. Quem precisa se explicar é Campos Neto"
Segundo o jurista avalia, em entrevista à TV 247, investigações midiáticas deveriam voltar-se também a igrejas envolvidas no escândalo de fraudes. Assista
247 - O jurista Marcelo Uchôa criticou, em entrevista à TV 247, a tentativa da mídia de criar um escândalo em torno de um encontro, em 2024, entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, no qual Lula garantiu que os problemas seriam tratados de forma técnica pelo Banco Central.
Segundo Uchôa, as investigações midiáticas deveriam voltar-se a igrejas envolvidas no escândalo das fraudes no Banco Master, bem como à atuação do ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto. "Lula não tem absolutamente nada a ver com o caso Master, estão tentando forçar a barra. A história é que isso envolve igrejas. Quem deve explicações também é Roberto Campos Neto. No mínimo ele foi omisso", disse Uchôa.
A respeito das perspectivas eleitorais para este ano, Uchôa avalia que o presidente Lula é favorito absoluto na disputa. "Lula é absolutamente favorito para 2026. No final sairemos vencedores, com muito trabalho de rua. Precisamos estar atentos ao Congresso, que também votaremos. Chega de brincadeira nesse país", disse o jurista.
Campos Neto e o Master
Campos Neto teria atuado para evitar a intervenção ou liquidação do Banco Master em pelo menos duas ocasiões ao longo de 2024, último ano de sua gestão à frente da autoridade monetária.
Segundo as denúncias, Campos Neto já tinha conhecimento de problemas graves envolvendo o Banco Master, especialmente relacionados a práticas abusivas na concessão de empréstimos consignados a aposentados e pensionistas do INSS.
Em outubro de 2021, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) encaminhou expediente ao Banco Central alertando para o aumento expressivo de reclamações desde março de 2019 sobre oferta irregular e descontos indevidos de consignados em benefícios previdenciários.
Campos Neto teria atuado para impedir medidas mais duras contra o Banco Master, justamente em momentos de aperto da fiscalização.



