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Internautas fazem cobranças e “Cadê o dinheiro Flavio?” bomba nas redes sociais

Senador não soube explicar o envio de recursos de Daniel Vorcaro teriam ido para um fundo administrado por um advogado associado a Eduardo Bolsonaro. Vídeo

Flávio Bolsonaro, agente da PF, Daniel Vorcaro e, ao fundo, Congresso e Banco Master (Foto: Reprodução I Divulgação )
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247 - O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) virou alvo de críticas e mensagens irônicas nas redes sociais nesta quinta-feira (14), após repercussão de uma entrevista concedida à GloboNews. A expressão “Cadê o dinheiro Flavio?” ficou entre os assuntos mais comentados no X, em meio a questionamentos sobre o envio de recursos para um fundo administrado por um advogado associado ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Internautas intensificaram as cobranças depois que Flávio Bolsonaro não explicou, durante a entrevista, os motivos para a movimentação financeira. A repercussão ocorreu um dia após a divulgação de que o senador teria negociado diretamente com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, um financiamento de US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões à época, para a produção de Dark Horse, filme biográfico sobre Jair Bolsonaro (PL). 

Agentes da Polícia Federal também apuram se recursos do proprietário do Master apontados por investigadores como parte do financiamento do filme Dark horse, também teriam beneficiado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. 

Nas redes, usuários passaram a compartilhar publicações com tom de deboche e cobrança política. A frase “Cadê o dinheiro Flavio?” ganhou força entre perfis críticos ao senador e ampliou a pressão sobre o parlamentar bolsonarista.

A entrevista à GloboNews reacendeu questionamentos sobre a relação entre Flávio Bolsonaro, aliados políticos e operações financeiras ligadas ao entorno da família Bolsonaro. O senador enfrentou perguntas sobre o envio de dinheiro ao fundo citado na reportagem, mas não apresentou uma explicação considerada suficiente por críticos nas redes.

O caso também ganhou novo peso político por causa da negociação atribuída a Flávio com Daniel Vorcaro. A operação envolveria recursos milionários para financiar um projeto audiovisual sobre Jair Bolsonaro.

A repercussão digital aumentou o desgaste do senador em um momento de maior exposição pública de possíveis vínculos financeiros entre integrantes do bolsonarismo e personagens associados ao Banco Master. O episódio manteve o nome de Flávio Bolsonaro entre os temas mais debatidos do dia nas redes sociais.

Outro lado

O senador Flávio Bolsonaro (PL), que se apresenta como pré-candidato à Presidência da República, divulgou nesta quinta-feira (14) uma nova nota para tentar afastar suspeitas sobre a negociação de R$ 134 milhões com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar Dark Horse, filme biográfico sobre Jair Bolsonaro. Na manifestação, Flávio sustentou que sua participação se restringiu à busca de recursos privados para viabilizar a produção sobre a trajetória do pai.

O parlamentar também negou qualquer favorecimento político a Vorcaro e rejeitou a ideia de uma relação de proximidade pessoal ou “camaradagem” com o banqueiro. Ao tentar deslocar o foco do caso, Flávio insinuou uma ligação do escândalo do Banco Master com o PT, mas deixou de mencionar que as apurações atingem diretamente o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), aliado a quem ele já se referiu como “vice ideal”.

Ciro Nogueira aparece no radar da Polícia Federal por suspeita de recebimento de vantagens ilegais atribuídas a Vorcaro. O parlamentar também apresentou uma PEC que, segundo o relato, poderia favorecer o Banco Master no mercado financeiro, elemento que ampliou o peso político do caso e adicionou nova camada de desgaste à tentativa de Flávio de associar o escândalo a adversários.

Na nota anterior, divulgada nessa quarta-feira (13), Flávio Bolsonaro afirmou ser necessário "separar os inocentes, dos bandidos". "No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet”, acrescentou.

“Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero, CPI do MASTER JÁ”.

 

 

 

 

 

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