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Europa reforça segurança no Ártico após ameaças de Trump à Groenlândia

Países europeus mencionaram a Otan e afirmaram que estão 'empenhados em fortalecer a segurança como um interesse transatlântico comum'

Navio de guerra da Otan em treinamento militar no Ártico em janeiro de 2025 (Foto: Divulgação/Otan)

247 - Países europeus demonstraram apoio à Groenlândia neste domingo (18) e anunciaram o fortalecimento da segurança no Ártico por causa das ameaças feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que pretende anexar aos EUA. 

Oito países assinaram o comunicado - Dinamarca, Reino Unido, Alemanha, França, Noruega, Holanda, Finlândia e Suécia. No texto, os governos das nações afirmaram que estão comprometidos com a defesa da Groenlândia, ilha semi autônoma pertencente à Dinamarca.

"Como membros da Otan, estamos empenhados em fortalecer a segurança do Ártico como um interesse transatlântico comum", disse o comunicado. Todos os governos que assinaram o comunicado fazem parte da organização, que tem 27 países e fica sediada em Bruxelas, na Bélgica. 

Também neste domingo, o governo da Groenlândia agradeceu aos países europeus. "Vivemos em tempos extraordinários que exigem não apenas decência, mas também muita coragem", pontuou a ministra do gabinete da Groenlândia, Naaja Nathanielsen, responsável pelos negócios, energia e minerais da ilha, em um comunicado.

Guerra comercial

Em mais uma de suas medidas polêmicas, o presidente Donald Trump anunciou uma tarifa de 10% nas exportações enviadas para os EUA caso sejam contrários à interferência do governo estadunidense na Groenlândia - Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia.

Na Dinamarca, vários manifestantes foram às ruas contra a iniciativa de Trump. O Parlamento da Groenlândia. A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, também repudiou as ameaças feitas pelo presidente dos EUA.

Groenlândia

Com aproximadamente 56 mil habitantes, a Groenlândia possui ampla riqueza mineral, incluindo diferentes tipos de metais, além de reservas de petróleo e gás. Localizado entre os Estados Unidos e a Rússia, o território abriga hidrocarbonetos utilizados na produção de combustíveis, assim como ouro e urânio, empregado tanto na geração de energia nuclear quanto na fabricação de armas atômicas.

Ex-colônia da Dinamarca, a Groenlândia passou a integrar oficialmente o Reino da Dinamarca em 1953 e, atualmente, segue a Constituição do país europeu. Apesar disso, comunidades indígenas e setores do governo local manifestam forte resistência à exploração de petróleo e gás natural, motivados por preocupações de ordem ambiental.

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