Putin afirma que a Rússia pode oferecer rotas seguras para o transporte global de petróleo e gás
Presidente russo citou o cenário de instabilidade causado pelas agressões dos Estados Unidos e Israel ao Irã
247 - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta quarta-feira (1º) que o país tem condições de oferecer rotas mais seguras e estáveis para o transporte global de petróleo e gás. A declaração foi feita em mensagem aos participantes de um fórum internacional em São Petersburgo. As informações são da RT Brasil.
Ao comentar o cenário atual, o presidente russo afirmou que "os eventos no Irã já estão produzindo um impacto direto nos mercados de energia e no transporte de petróleo e gás pelo estreito de Ormuz". Ele também apontou que a segurança das rotas logísticas tem se tornado um fator central diante de conflitos e riscos externos.
Putin avaliou que sistemas de transporte menos expostos a crises e instabilidades tendem a ganhar relevância no comércio internacional. Nesse contexto, defendeu que a Rússia pode contribuir para uma reorganização das cadeias logísticas globais.
Proposta russa
De acordo com o presidente, o país pode atuar na construção de uma nova estrutura para o transporte internacional de energia. "A Rússia pode oferecer ao mundo esse tipo de solução e desempenhar um papel importante na construção de uma nova arquitetura para a logística global e o comércio internacional em geral", afirmou.
Ele acrescentou que as rotas russas podem reduzir o tempo de trânsito e ampliar a diversificação dos fluxos de transporte, o que seria vantajoso para parceiros comerciais.
Tensão no estreito de Ormuz
O cenário mencionado por Putin envolve a escalada de tensões na região do estreito de Ormuz, rota estratégica que conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã. Após as agressões militares dos Estados Unidos e Israel, o Irã restringiu a circulação de embarcações consideradas inimigas.
A medida afetou o fluxo de petróleo e contribuiu para a elevação dos preços de combustíveis. O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica indicou que navios dos EUA e de seus aliados não podem atravessar a região.
Resposta internacional
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu a criação de uma coalizão naval para escoltar embarcações pelo estreito. A proposta, no entanto, não teve adesão de diversos países convidados, incluindo membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
Por sua vez, o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, declarou que a passagem permanece aberta para países considerados aliados. "A alguns países que consideramos amigos, permitimos a passagem pelo Estreito de Ormuz", afirmou.


