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Camilo Santana e Teresa Leitão são cotados para liderança do governo no Senado após saída de Jaques Wagner

Senador baiano deixou o cargo após ser alvo de uma operação da Polícia Federal

Senador Jaques Wagner (PT-BA). (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)
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247 - O anúncio de que Jaques Wagner (PT-BA) deixará a liderança do governo no Senado intensificou as articulações políticas em Brasília e colocou os nomes de Camilo Santana (PT-CE) e Teresa Leitão (PT-PE) entre os principais cotados para assumir o posto. A movimentação ocorre em meio aos desdobramentos das investigações envolvendo o Banco Master. As informações são do jornal O Globo

A definição sobre o sucessor caberá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nos bastidores do governo, cresce a avaliação de que a permanência de Wagner na função poderia ampliar o desgaste político para o Palácio do Planalto em um momento decisivo para a tramitação de pautas estratégicas e para a preparação das eleições.

Interlocutores governistas argumentam que a manutenção do senador baiano na liderança poderia fornecer munição política à oposição, especialmente ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República e um dos principais adversários do governo no Congresso.

Interlocução política fortalece Camilo Santana

Entre os nomes mais mencionados para a sucessão, Camilo Santana aparece como uma das alternativas preferidas por setores do PT. Ex-ministro da Educação, o senador é apontado como um quadro com forte capacidade de diálogo tanto com Lula quanto com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Aliados destacam que Camilo consolidou sua proximidade com o presidente durante o atual mandato e manteve uma relação institucional estável com Alcolumbre, mesmo em períodos de divergências entre o chefe do Executivo e o comando do Senado.

Apesar dessas credenciais, parte da base governista avalia que o parlamentar poderá precisar concentrar esforços no cenário político do Ceará. O objetivo seria fortalecer o projeto político do PT no estado diante da movimentação de adversários para a disputa eleitoral.

Teresa Leitão ganha espaço no PT

Diante desse cenário, o nome de Teresa Leitão passou a ser visto como uma opção cada vez mais consistente. Atual líder do PT no Senado, a parlamentar pernambucana possui mandato até 2030 e é considerada por aliados como alguém com maior disponibilidade para permanecer em Brasília e conduzir a articulação política do governo.

Nos bastidores, a avaliação é que Teresa reúne experiência parlamentar e condições de assumir a função sem provocar disputas internas relevantes dentro da legenda.

Base governista busca reduzir desgaste

Apesar das conversas sobre a sucessão, integrantes do PT afirmam que não há uma disputa aberta pelo cargo. O entendimento predominante é que a liderança do governo no Senado atravessa um período de menor protagonismo devido à proximidade das eleições.

Entre as prioridades do Executivo está a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala de trabalho 6x1. Entretanto, governistas avaliam que o avanço da matéria dependerá principalmente da interlocução direta entre Lula e Davi Alcolumbre.

Declarações geraram desconforto

As discussões sobre a liderança ganharam força após a operação da Polícia Federal que investiga suspeitas de favorecimento a interesses do Banco Master.

Além da investigação, declarações recentes de Jaques Wagner provocaram incômodo entre integrantes do PT e do entorno presidencial. "Ele (Lula), já teve até problemas maiores do que esse, como eu tive, mas ele muito pior, porque foi preso", disse o senador em entrevista à BandNews. 

A declaração repercutiu negativamente em setores do partido e foi posteriormente utilizada por Flávio Bolsonaro para relacionar o caso envolvendo o Banco Master ao presidente da República.

Mesmo diante do desgaste político, dirigentes petistas afirmam confiar que Wagner conseguirá demonstrar sua inocência. o PT também pretende oferecer apoio político ao senador e respaldar sua futura campanha à reeleição para o Senado.

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