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Frente parlamentar debate corte de 67 mil cargos em SP, governador por Tarcísio de Freitas

Audiência na Alesp analisa impactos de decreto do governo Tarcísio sobre universidades e institutos de pesquisa

Tarcísio de Freitas (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)

247 - A Frente Parlamentar em Defesa das Universidades Públicas e Institutos de Pesquisa realiza nesta quarta-feira, 6 de maio, audiência para discutir a eliminação de 67.722 cargos públicos no estado de São Paulo, medida prevista em decreto do governo Tarcísio de Freitas publicado em 27 de fevereiro. O encontro vai avaliar os efeitos da decisão sobre áreas estratégicas, como ciência, saúde e meio ambiente.

As informações foram divulgadas por entidades envolvidas na organização do debate, coordenado pela deputada estadual Beth Sahão (PT), que também lidera a frente parlamentar responsável pela iniciativa.

Audiência reúne especialistas e representantes do setor

O evento, intitulado “O Desmonte do Serviço e da Pesquisa Pública no Estado de São Paulo”, ocorre a partir das 13h, no Auditório Franco Montoro da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). A discussão contará com a presença de representantes do funcionalismo público e da comunidade científica.

Entre os participantes está a Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC), que pretende contribuir com análises sobre os efeitos da redução de quadros técnicos em instituições públicas.

Decreto prevê extinção gradual de cargos

De acordo com o Decreto nº 70.410/2026, o governo estadual planeja extinguir 67.722 cargos. Parte dessas vagas já se encontra desocupada, enquanto outra parcela será eliminada de forma progressiva, conforme a aposentadoria de servidores.

A medida atinge diretamente setores considerados essenciais para o funcionamento do Estado, com reflexos na capacidade de execução de políticas públicas e no desenvolvimento científico.

Impactos sobre institutos de pesquisa

A deputada Beth Sahão destacou os efeitos sobre a área científica. “Somente os institutos públicos de pesquisa devem perder mais de 5 mil cargos, atingindo profissionais fundamentais para o desenvolvimento científico, tecnológico e sanitário do estado”, afirmou.

Especialistas e entidades do setor avaliam que a redução de pessoal pode comprometer atividades em instituições de referência, como o Instituto Butantan, o Instituto Agronômico e o Instituto Adolfo Lutz.

Riscos para serviços públicos essenciais

A diminuição do quadro funcional pode aumentar a carga de trabalho das equipes remanescentes e reduzir a capacidade de resposta do Estado em áreas sensíveis. Pesquisas em andamento e programas estratégicos podem sofrer impacto direto, segundo as avaliações apresentadas para o debate.

O tema segue em análise no âmbito legislativo e acadêmico, com expectativa de aprofundamento das discussões sobre os efeitos do decreto na estrutura pública paulista.

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