Relator da CPI do Crime Organizado aciona PGR para afastar Toffoli da relatoria do Caso Master
Pedido inclui apuração de pagamentos à Maridt Participações e aponta possíveis crimes de corrupção passiva, prevaricação e obstrução de Justiça
247 - O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, protocolou nesta quinta-feira (12) uma representação junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitando a suspeição do ministro Dias Toffoli, relator do inquérito que apura o caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF). Além do afastamento, segundo a CBN, o parlamentar pede a abertura de apuração específica sobre pagamentos realizados à empresa Maridt Participações e sobre possíveis crimes de corrupção passiva, prevaricação e obstrução de Justiça. O conteúdo constaria em relatório da Polícia Federal encaminhado ao Supremo Tribunal Federal.
Pedido à PGR cita relatório da Polícia Federal
Na representação apresentada ao Ministério Público, Alessandro Vieira afirma que o relatório enviado pela Polícia Federal ao STF indicaria menções ao nome do ministro Dias Toffoli em conversas mantidas entre investigados. O senador também aponta que o documento faz referências a pagamentos destinados à empresa Maridt Participações S.A., da qual Toffoli integraria o quadro societário.
Segundo Vieira, o conjunto de informações reunidas já justificaria questionamentos sobre a permanência do ministro na relatoria do caso. No texto encaminhado à PGR, o senador sustenta que: “a existência de um vínculo comercial em que o julgador figuraria, em tese, como beneficiário de recursos pagos pelo investigado mitigaria de forma intensa a imparcialidade do ministro Dias Toffoli”.
Pagamentos à Maridt Participações entram na apuração
Além do pedido de suspeição, a representação solicita que a Procuradoria-Geral da República aprofunde a apuração sobre os pagamentos realizados à Maridt Participações e verifique eventual ligação desses repasses com ilícitos penais. O senador cita, no documento, a possibilidade de ocorrência de crimes como corrupção passiva, prevaricação e obstrução de Justiça, que deveriam ser investigados de forma específica.
Senador menciona decisões consideradas heterodoxas
A representação também menciona decisões atribuídas à condução do caso que, segundo Alessandro Vieira, seriam consideradas heterodoxas. Entre os exemplos apontados está a determinação de apreensão de provas dentro do próprio Supremo Tribunal Federal. O senador também menciona a imposição de prazos restritivos à atuação da Polícia Federal, apontando que o cenário exigiria uma atuação mais firme do Ministério Público.
Eduardo Girão reforça pedido e cobra impeachment
O movimento para questionar a atuação do ministro no caso Master também foi reforçado pelo líder do partido Novo no Senado, Eduardo Girão. O parlamentar encaminhou à PGR um aditamento ao pedido de suspeição de Dias Toffoli. Girão também cobrou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), dê andamento ao pedido de impeachment do ministro, ampliando a pressão política em torno do tema e reforçando a cobrança por providências institucionais.


