Guerra no Oriente Médio não deve afetar o Brasil no curto prazo, diz Haddad
Ministro da Fazenda afirma que economia forte reduz risco de impacto imediato
247 - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, avaliou que a guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, no Oriente Médio, não deve provocar impactos imediatos na economia brasileira. A declaração foi feita nesta segunda-feira (2), durante conversa com jornalistas, em meio à escalada das tensões internacionais. Segundo a CNN Brasil, Haddad avaliou que o atual desempenho da economia nacional e a capacidade de atrair investimentos funcionam como fatores de proteção diante de possíveis turbulências externas.
Economia forte e atração de investimentos
Ao comentar o cenário, o ministro ressaltou que a dimensão do conflito será determinante para qualquer efeito mais amplo. “A Fazenda está acompanhando evidentemente que a escala do conflito vai determinar muita coisa. Agora a economia brasileira está num momento muito bom de atração de investimento. Então mesmo que haja uma turbulência de curto prazo, ela não deve impactar as variáveis macroeconômicas, a não ser, conforme eu disse, que esse conflito venha a escalar”, afirmou.
Haddad acrescentou que o governo mantém acompanhamento constante do quadro internacional. “Nesse momento, nós vamos acompanhar com cautela e eventualmente estar preparado para uma piora do ambiente econômico que nesse momento é difícil prever que vai acontecer”, pontuou.
Superávit do petróleo e atuação diplomática
O chefe da equipe econômica também destacou o desempenho do Brasil na exportação de petróleo, setor em que o país registra superávit comercial. De acordo com ele, não há expectativa de perda dessa vantagem no cenário atual. “O Brasil tem uma pauta de exportação, tem um superávit na pauta de petróleo. Ninguém está contando com isso para tirar a vantagem, muito pelo contrário”, declarou.
Haddad ainda demonstrou confiança na atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no cenário internacional. “O presidente Lula tem sido uma voz importante internacional no sentido de buscar a paz e resolver os conflitos. Mas nós vamos aguardar e eventualmente nos prevenir se houver necessidade de uma ou outra medida”, concluiu.


