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Lula: "o problema do Brasil não é o povo pobre, é o rico"

Presidente explicou a força do PIB sob seu governo com aula de "Lulanomics"

Presidente Lula em reunião com a indústria farmacêutica para anúncio de investimentos 14/08/2024 (Foto: RICARDO STUCKERT/PR)

247 - Na cerimônia de entrega do Complexo Viário da Scharlau, em São Leopoldo (RS), nesta sexta-feira (16), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou o momento para falar sobre o impressionante crescimento da economia brasileira e alfinetar o andar de cima. Após a divulgação de novos dados econômicos, que indicam uma previsão revisada de crescimento do PIB pelo banco J.P. Morgan, Lula explicou sua visão sobre a economia, apelidada de "Lulanomics". Ele destacou a importância de fazer o dinheiro circular entre a população e criticou a concentração de riqueza nas mãos de poucos.

Durante seu discurso, Lula fez uma analogia simples para explicar o motivo pelo qual a economia está crescendo sob seu governo: "Se eu pegar 10 mil reais e dar para alguém da plateia, essa pessoa iria guardar no banco. Mas se eu desse um pouco para cada, cada pessoa iria gastar em um local diferente, movimentando a economia e gerando empregos." Para ele, o segredo do crescimento está na distribuição de renda e no consumo. "O milagre nosso é distribuir e fazer o dinheiro circular. Dinheiro parado só interessa banqueiro. Eu quero dinheiro circulando na mão do povo, por isso crédito na Caixa, no BB, no BRB…", completou.

Lula ressaltou ainda que o país está vivendo um dos melhores momentos desde 2014 no que se refere ao desemprego, atribuindo essa conquista à sua política de distribuição de renda. "Estamos com o melhor índice de desemprego desde 2014", afirmou o presidente, reforçando que não se trata de sorte, mas de uma tese que ele defende há tempos. 

"Eu não tenho sorte. Tenho uma tese. O problema do Brasil não é o povo pobre, é o rico. Muito dinheiro na mão de poucos, é miséria. Pouco dinheiro nas mãos de muitos, é distribuição de riqueza", declarou. Lula finalizou dizendo que o país só será plenamente feliz quando todos tiverem condições de viver sem depender de auxílios do governo: "Ninguém quer viver dependendo do governo. Só construiremos isso se não perdemos a ideia de que governar é cuidar do povo com o coração."

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