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Flávio Bolsonaro vai fazer companhia ao pai na Papuda, diz Pedro Rousseff

Vereador afirma ter protocolado pedido de prisão do senador na PGR após divulgação de áudio envolvendo Daniel Vorcaro e repasses milionários

Pedro Rousseff e Flávio Bolsonaro (Foto: Cristina Medeiros/CMBH I Divulgação)
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247 – O vereador Pedro Rousseff afirmou, em entrevista à TV 247, que Flávio Bolsonaro poderá “fazer companhia ao pai na Papuda” após a divulgação de um áudio atribuído ao senador envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. A declaração foi dada durante debate transmitido pela TV 247 e repercutiu o material revelado pelo Intercept Brasil sobre supostos pedidos de recursos para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro.

No primeiro momento da entrevista, Pedro Rousseff anunciou que protocolou um pedido de prisão de Flávio Bolsonaro na Procuradoria-Geral da República. Segundo ele, há indícios suficientes para abertura de uma investigação por corrupção passiva, além da necessidade de aprofundamento das apurações sobre o destino e a origem dos recursos mencionados no áudio.

“Eu fiz e protocolei hoje um pedido de prisão do Flávio Bolsonaro à Procuradoria-Geral da República por corrupção passiva, que é isso que fica muito claro pra gente quando a gente vê durante a tarde um áudio divulgado pelo Intercept de Flávio Bolsonaro pedindo o restante das parcelas para Daniel Vorcaro”, declarou.

Durante a conversa, Pedro Rousseff afirmou que o caso ultrapassa qualquer relação pessoal entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro e levanta suspeitas sobre possíveis favorecimentos políticos e financeiros envolvendo o Banco Master durante o governo de Jair Bolsonaro.

“A gente encontra uma prova de Flávio Bolsonaro pedindo mais dinheiro para ele. Então a gente fica pensando qual que é a contrapartida que Daniel Vorcaro ganhou ou pediu para Flávio Bolsonaro para tá aí patrocinando um valor que não é um Pix ali, um hambúrguer, uma pizza, mas são R$ 130 milhões de reais para poder fazer o filme sobre Jair Bolsonaro”, afirmou.

Segundo o vereador, o objetivo agora é pressionar os órgãos de controle e investigação para que sejam quebrados os sigilos bancário e fiscal de integrantes da família Bolsonaro. Ele defendeu que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), a Receita Federal, a Polícia Federal e o Ministério Público aprofundem imediatamente as investigações.

“Nós vamos pedir a quebra do sigilo no COAF para que a gente saiba se algum centavo desse recurso que o Daniel Vorcaro pagou foi direto pra conta do Flávio Bolsonaro”, disse.

O advogado Jorge Folena, que também participou da entrevista, afirmou que o caso pode envolver não apenas corrupção, mas também crimes tributários e sonegação fiscal. Segundo ele, Flávio Bolsonaro admitiu que pediu recursos a Vorcaro, mas não explicou de que forma o dinheiro teria sido transferido.

“Ele reconhece que a voz é dele e que o pedido foi formulado por ele. Então agora precisamos saber como esse dinheiro entrou, para quem foi enviado, se foi empréstimo, doação ou outra operação”, afirmou Folena.

O advogado também destacou que, caso tenha havido doação, seria necessário o recolhimento de tributos específicos. Já em caso de empréstimo, haveria incidência de IOF e necessidade de formalização da operação.

“Se foi uma doação, teria que ter sido declarado e pago imposto. Se foi empréstimo, também há obrigação tributária. Então isso precisa ser esclarecido pelas autoridades”, afirmou.

Durante a entrevista, Pedro Rousseff também associou o crescimento do Banco Master ao período em que Roberto Campos Neto presidia o Banco Central, durante o governo Bolsonaro. Segundo ele, a expansão do banco ocorreu sem fiscalização adequada.

“O grande responsável pelo crescimento exponencial do Banco Master durante o período Bolsonaro foi justamente o presidente do Banco Central, Campos Neto, indicado então por Jair Bolsonaro”, declarou.

O vereador afirmou ainda que a divulgação dos áudios e mensagens desmonta a narrativa bolsonarista de que o escândalo do Banco Master teria relação com o governo do presidente Lula.

“A narrativa deles foi destruída completamente, não por meio de discurso nosso, mas por meio de provas factuais”, disse.

Pedro Rousseff também afirmou que pretende divulgar nas redes sociais novos conteúdos reunindo informações sobre a relação entre a família Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Segundo ele, há elementos que ligam o caso ao financiamento da mansão de Flávio Bolsonaro em Brasília e às operações envolvendo o BRB.

“São tantas pontas soltas, mas que quando a gente vai vendo os fatos desenrolarem, a gente começa a ver que as coisas vão fazendo sentido”, declarou.

Ao final da entrevista, Pedro Rousseff voltou a defender uma investigação ampla e afirmou acreditar que Flávio Bolsonaro poderá ser responsabilizado criminalmente.

“Flávio Bolsonaro vai ter o seu sigilo fiscal quebrado, o seu sigilo bancário quebrado e logo logo fará companhia ao seu pai Jair Bolsonaro. Espero que não na prisão domiciliar, mas na jaula”, afirmou.

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