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Axia Energia vence leilão para ampliar usina Luiz Gonzaga no Nordeste

Empresa investirá cerca de R$ 1 bilhão para expandir capacidade da usina

Usina Hidrelétrica Luiz Gonzaga (antiga Itaparica) (Foto: Divulgação AXIA Energia)

247 - A Axia Energia garantiu, nesta quarta-feira (18), a contratação em um dos produtos do Leilão de Reserva de Capacidade 2026, assegurando a ampliação da Usina Hidrelétrica Luiz Gonzaga, localizada na divisa entre Pernambuco e Bahia. A expansão prevê o acréscimo de 246,6 MW à capacidade instalada do empreendimento.

Com o resultado, a companhia planeja investir aproximadamente R$ 1 bilhão na construção de uma nova unidade geradora na hidrelétrica. O início do fornecimento da potência contratada está previsto para 1º de agosto de 2031, conforme as condições estabelecidas no certame, conduzido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), sob diretrizes do Ministério de Minas e Energia (MME).

A iniciativa integra a estratégia da empresa de ampliar sua presença no setor elétrico com foco em projetos estruturantes e de longo prazo, voltados à segurança energética e à eficiência do sistema.

O vice-presidente de Estratégia e Desenvolvimento de Negócios da Axia Energia, Elio Wolff, destacou a relevância da expansão dentro do portfólio da companhia. “A ampliação de Luiz Gonzaga representa uma pequena parcela dos projetos de expansão hidrelétrica no portfólio da AXIA. Diante da crescente demanda por potência no país, entendemos que as hidrelétricas são as soluções mais adequadas do ponto de vista técnico e econômico”, afirmou.

Papel estratégico no Nordeste

A Usina Hidrelétrica Luiz Gonzaga, instalada no rio São Francisco, é um dos principais ativos de geração de energia do Nordeste brasileiro. Inaugurada em 1988, a unidade — anteriormente denominada Itaparica — possui capacidade instalada de 1.479,6 MW, distribuída em seis unidades geradoras.

Além de atender à demanda energética regional, o empreendimento desempenha função essencial na operação do sistema elétrico nordestino, especialmente ao contribuir para a regulação das vazões do rio São Francisco. A ampliação prevista reforça esse papel estratégico em um cenário de aumento da demanda por potência no país.

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