Nova audiência de Maduro e Cilia em tribunal Nova York é marcada para 30 de junho
Tribunal de Nova York marcou nova etapa do processo após pedido conjunto da acusação e da defesa
247 - A audiência do presidente venezuelano Nicolás Maduro e da sua esposa, a deputada Cilia Flores, no Tribunal Distrital do Sul de Nova York foi marcada para 30 de junho, em uma nova etapa do processo nos Estados Unidos. Tanto o presidente venezuelano como a primeira-dama e congressista mantêm declaração de inocência diante das acusações de suposta conspiração para cometer atos de narcoterrorismo.
A informação foi divulgada pela Telesur, com base em documento judicial emitido pelo juiz distrital dos EUA Alvin Hellerstein e protocolado no Tribunal de Manhattan.
A sessão ocorrerá às 12h, horário local, no dia 30 de junho. A defesa, liderada pelo advogado Barry J. Pollack, argumentou que o prazo adicional era necessário para analisar provas e preparar petições pré-julgamento.
De acordo com a Telesur, Nicolás Maduro e Cilia Flores concordaram com a exclusão do período previsto na Lei do Julgamento Rápido entre 24 de abril e a data da nova audiência. O juiz aceitou suspender o cronograma processual ao considerar que, nesta fase, os objetivos da justiça se sobrepõem ao interesse público em um julgamento célere.
A nova etapa ocorre em meio a mudanças no andamento do processo. Hellerstein aceitou a retirada das moções que buscavam o arquivamento das acusações relacionadas à obstrução do acesso a uma defesa eficaz. A decisão foi tomada depois que o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros dos Estados Unidos, conhecido pela sigla OFAC, modificou um conjunto de sanções contra a Venezuela.
Com essa alteração, foi permitido o pagamento de honorários advocatícios com recursos do governo venezuelano. A decisão judicial foi proferida “sem prejuízo”, condição que mantém aberta a possibilidade de a defesa apresentar recursos semelhantes no futuro.
Segundo a Telesur, Maduro e Cilia Flores seguem sustentando sua inocência diante das acusações. A emissora afirma ainda que, durante o julgamento, a promotoria dos Estados Unidos não apresentou provas sólidas para sustentar as acusações contra o presidente venezuelano e sua esposa.
Maduro e Cilia Flores estão detidos no centro de detenção do Brooklyn desde 3 de janeiro de 2026. Ambos foram levados de Caracas após uma operação de comandos especializados do Exército dos Estados Unidos, em uma ação de sequestro e violação da soberania venezuelana.
O caso tem mobilizado manifestações de solidariedade internacional. O povo venezuelano e movimentos de apoio à Venezuela em diferentes países exigem a libertação do presidente venezuelano e da deputada.
A audiência de 30 de junho deve concentrar a próxima fase processual em Nova York, com a defesa buscando mais tempo para examinar provas e preparar novos pedidos antes de eventual avanço do caso no tribunal norte-americano.


