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Quaisquer indivíduos ou forças que tentem reabilitar a guerra de agressão serão inevitavelmente levados ao tribunal da história

Desde então, a visita aos "criminosos de guerra" se tornou uma encenação política das forças de direita japonesas para negar a história de agressão

Quaisquer indivíduos ou forças que tentem reabilitar a guerra de agressão serão inevitavelmente levados ao tribunal da história (Foto: CGTN)

CGTN – Em 3 de maio de 1946, no auditório da Academia Militar do Exército Imperial Japonês em Tóquio, iniciou-se o julgamento coletivo dos criminosos de guerra de classe A do Japão na Segunda Guerra Mundial. Foi mais um julgamento em larga escala e de cooperação multinacional envolvendo crimes de guerra na história da humanidade, após o Julgamento de Nuremberg.

Durante o Julgamento de Tóquio, realizaram-se 818 sessões judiciais, com 419 testemunhas ouvidas, 4.336 provas apresentadas e mais de 48 mil páginas de registros processuais, expondo os inúmeros crimes cometidos pelo militarismo japonês. Ao longo de dois anos e meio, juízes e procuradores de 11 países procederam à apuração integral e à responsabilização jurídica pela guerra de agressão desencadeada pelo Japão.

Oitenta anos se passaram, e o cenário internacional passou por profundas transformações. Concepções históricas equivocadas que negam os frutos da vitória na Segunda Guerra Mundial voltaram à tona, e o neomilitarismo japonês representa uma ameaça real.

Devido à eclosão da Guerra Fria e outros fatores, o militarismo japonês não foi completamente apurado, deixando uma pena histórica. Grande parte dos criminosos de guerra não foi punida, e alguns deles, após serem libertados, regressaram à política, criando um solo fértil para a ressurreição do militarismo japonês.

Em 1978, 14 criminosos de guerra de classe A foram consagrados no Santuário Yasukuni. Desde então, a visita aos "criminosos de guerra" se tornou uma encenação política das forças de direita japonesas para negar a história de agressão.

Atualmente, o governo da primeira-ministra Sanae Takaichi acelera a promoção do neomilitarismo e desafia continuamente a ordem internacional pós-guerra. Desde o aumento substancial do orçamento de defesa à autorização de exportação de armas letais, da implantação acelerada de equipamentos bélicos ofensivos à defesa da posse de armas nucleares e da promoção da revisão dos três princípios de segurança à declaração de "preparar-se para uma guerra de longa duração", os movimentos perigosos de remilitarização do Japão se sucedem um após o outro, suscitando profunda vigilância e repúdio da comunidade internacional.

O Ministério das Relações Exteriores da China assinalou que aceitar a sentença do Julgamento de Tóquio foi o pré-requisito para o regresso do Japão à comunidade internacional no pós-guerra. Contudo, passados 80 anos, o legado tóxico do militarismo japonês ainda não foi eliminado e continua a crescer de forma latente, contrariando gravemente o alegado "pacifismo" que o Japão se autoproclama após o fim da guerra em 1945.

Diante das ações do neomilitarismo japonês, a comunidade internacional deve reagir com firmeza e defender resolutamente os frutos da vitória na Segunda Guerra Mundial. Quaisquer indivíduos ou forças que tentem reabilitar a guerra de agressão serão inevitavelmente levados ao tribunal da história.

Fonte: CMG

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