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Secretário de Defesa dos EUA afirma estar ansioso para aliado de Trump assumir controle da CNN

Pete Hegseth também criticou a forma como a mídia estadunidense tem noticiado as agressões do país e de Israel contra o Irã

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, observa antes de uma cerimônia da Medalha de Honra na Casa Branca, em Washington, D.C., EUA, em 2 de março de 2026 (Foto: REUTERS/Jonathan Ernst)

Reuters – O chefe do Pentágono, Pete Hegseth, afirmou nesta sexta-feira (13) que está ansioso para ver o aliado de Donald Trump e CEO da Paramount Skydance, David Ellison, assumir o controle da CNN, ao mesmo tempo em que criticou a cobertura da mídia estadunidense sobre o conflito com o Irã.

“Quanto antes David Ellison assumir essa rede, melhor”, disse Hegseth, ex-apresentador da Fox News e veterano de combate, referindo-se ao acordo de US$ 110 bilhões da Paramount para adquirir a Warner Bros., controladora da CNN.

No 14º dia do conflito, Hegseth criticou reportagens da CNN sobre os impactos da interrupção do tráfego pelo Irã no Estreito de Ormuz, uma passagem marítima crucial que elevou fortemente os preços do petróleo e abalou o mercado de ações. Pesquisas da Reuters/Ipsos mostram que há pouco apoio público à guerra, enquanto estadunidenses temem que o conflito eleve os preços da gasolina.

Sob o comando de Hegseth, o Pentágono restringiu o acesso da imprensa, impondo políticas que levaram cerca de 30 grandes organizações de notícias — incluindo Fox, Washington Post e Reuters — a abrir mão de suas credenciais, enquanto autoridades de defesa passaram a convidar novos veículos.

Posição da CNN

Na quinta-feira (12), a CNN informou que o Pentágono e o Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca subestimaram significativamente a disposição do Irã de fechar o estreito, citando múltiplas fontes familiarizadas com o assunto.

“Estamos confiantes em nosso trabalho”, disse um porta-voz da CNN. Representantes da Paramount não comentaram.

David Ellison, filho do bilionário Larry Ellison, tem fortes vínculos com a administração do presidente Donald Trump e lidera a aquisição da Warner Bros. pela Paramount. Ellison assumiu o comando da Paramount após adquirir a emissora CBS News em 2025, como parte da fusão com a Skydance Media.

O governo Trump precisa aprovar o acordo entre Paramount e Warner Bros., e o presidente da Comissão Federal de Comunicações (FCC, na sigla em inglês) dos EUA sinalizou neste mês que a agência não deve bloquear a operação.

Preocupação bipartidária com acordo da CNN

Parlamentares democratas e republicanos levantaram preocupações de que a fusão de empresas de mídia possa reduzir as opções e elevar custos para consumidores. Críticos também apontam riscos à independência editorial e à erosão de uma imprensa livre, apesar das proteções previstas na Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos.

Nas últimas duas semanas, Hegseth voltou a convidar veículos da grande mídia para coletivas sobre as operações contra o Irã, mas tem respondido principalmente a perguntas de repórteres de veículos “não tradicionais”.

Ele dedicou grande parte de sua declaração inicial nesta sexta-feira para criticar a cobertura do conflito. Também criticou a ABC News por noticiar um boletim do FBI que alertava que Teerã poderia tentar retaliar ataques dos EUA com ataques surpresa de drones na Califórnia. A ABC News não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

“Estamos acostumados a reportagens ruins. Estamos acostumados a reportagens mal informadas, então isso não muda a forma como operamos, mas nos engajamos para provar que não é verdade”, disse ele. Hegseth também chamou a mais recente matéria da CNN sobre o estreito de “fake news”, “claramente ridícula” e “um relatório fundamentalmente pouco sério”.

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