
Multilateralismo ou mandonismo?
Em um mundo cada vez mais multipolar, quantos países ainda estarão dispostos a obedecer quando Washington simplesmente mandar?

É a China que passou a ocupar discursivamente o espaço do multilateralismo
A dosimetria deixa de ser técnica e torna-se funcional ao sistema. Serve menos à justiça e mais à conveniência
Entre precarização econômica, ressentimento e conservadorismo, a violência deixa de ser exceção e passa a operar como tentativa de restauração de lugar
Entre o direito internacional e a força militar, o principal corredor do petróleo mundial vive em tensão permanente
Retórica extrema expõe lógica de poder baseada na ameaça total e no recuo estratégico, deslocando os limites do aceitável no cenário internacional
A frustração social não desaparece: ela é capturada e redirecionada para inimigos fabricados, desviando a indignação das estruturas que produzem desigualdade.
São os próprios instrumentos democráticos — maioria, liberdade de expressão, eleição — que podem ser usados para corroer a democracia
Bloqueios e sanções transformaram a crise cubana em um desgaste calculado, que corrói o cotidiano e empurra a população para o limite da sobrevivência
Nos Estados Unidos, o trumpismo se alimenta da mesma lógica presente no Brasil de "democracia racial"
Violências não sobrevivem por falha ocasional do sistema, mas porque contam com instituições informais de proteção
Trump não criou esse cenário. Mas ele o escancarou